segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

1989 - The Cure - Pictures from the Prayer Tour





1989 - The Cure - Entrevista para TIB 1989 A Hora Sagrada parte 9

A Hora Sagrada – Parte 9

TIB: O que você está achando pelo fato da banda ou você mesmo ter influenciado a criação de fã clubes e fanzines ? Você se preocupa e o que você acha disto ?
Robert Smith: O engraçado é que ... Eu imagino, é um engraçado estranho. Lendo o fanzine Three Imaginary Boys  é realmente... é implacável às vezes . Ir tão dentro do que o grupo faz, às vezes acho que vocês estão organizando mais do que nós mesmos. Vocês meio que se preocupam mais sobre o que fazemos do que nós. Quando leio para Mary ou Simon eles gostam ... Eles não acreditam como vocês escrevem coisas como aquelas.Eu não sei, acho que existe uma tênue linha entre a própria importância e conceito, como está sendo escrito muito sobre você e você se vê bastante exposto , é muito fácil você se achar “o tal, o chefão” e também é preocupante se as pessoas começam a ficar obcecadas por você porque nós voltamos naquela de as pessoas acharem que sabem muito sobre o grupo e muitas vezes, não sabem.Nós não somos tão sérios como vocês pensam que somos.

Entrevista: Jean e Philippe / Transcrição: Mad e Christine / Paris , 09 de julho de 1989.    


1989 - The Cure - Entrevista para TIB 1989 A Hora Sagrada parte 8

A Hora Sagrada – Parte 8


Simon: Hein !!!!  

Robert Smith: Eu nunca realmente gostei. Me recuso. De todas as músicas do Disintegration é a mais fraca. É a melhor venda de single que já tivemos e isto mostra que Eu não sei nada.

TIB: Você tem inspirado muitas bandas novas e o The Cure é com certeza considero como uma das mais importantes bandas dos anos 80. Você tem orgulho disto ?
Robert Smith: Umm, sim. Eu me sinto surpreso por isto embora Eu acho que em 1979 Eu não imaginava por um segundo que nós ainda estaríamos seguindo em 1989, mas na época que fizemos Seventeen Seconds Eu achava que só por aquele disco seríamos lembrados então Eu não me preocupei muito depois disto.Então Eu achei que tínhamos feito um bom disco e era tudo o que importava. E u imagino sendo bem realista, é uma surpresa como nós nos saímos bem, mas afinal, se estou tão conceituado...

Eu tenho encontrado poucas pessoas em outros grupos que se aproxima do tipo de percepção ou inteligência das pessoas que estão com o The Cure e eles simplesmente dizem as coisas erradas e agem de forma errônea do jeito que eles se colocam... muitas pessoas. Um grupo é usado como um veículo para se chegar em algum lugar. È como as pessoas dizem: Você já se imaginou chegar a este ponto em 1989; Eu realmente nunca pensei em chegar a lugar nenhum. Estar no The Cure sempre teve haver em fazer o que quiséssemos fazer na época. Nós nunca realmente tivemos a idéia de chegar em algum lugar porque Seventeen Seconds é um disco importante tanto quanto Disintegration mas mão tem um certo tipo de lógica que leva de Seventeen Seconds para nove anos depois ao Disintegration. A parte da lógica é só o que aconteceu. Não Eu acho , estamos orgulhosos. ( para o Simon ) estamos ?

Simon: É orgulhos por tocar para cuzões !!!!  ( risadas )

Robert Smith: Oh , vai se ferrar. Você diz se como tocar para ingleses é como tocar para os franceses.

TIB: Você disse que Paul Young queria cantar “Boys Don’t Cry” e você se recusou. Então porque você aceitou para o Dinnosaur Junior ?
Robert Smith: Oh , você não pode recusar. Quero dizer, qualquer um pode cantar as músicas de qualquer um. Você não precisa pedir permissão mas ele queria a nossa benção, ele queria que nós disséssemos...

Simon: “Secrets” ?

Robert Smith: Não é “Boys Don’t Cry”  mesmo, porque de outra forma ele não poderia usar o nome The Cure ... ... é mesmo “Boys Don’t Cry” mas o Dinosaur Junior eles me mandaram uma fita de “Just Like Heaven” dezembro passado e achei brilhante mas Eu tinha o disco deles de qualquer jeito, realmente achei que era um bom álbum... poderia ser qualquer outro, The Bangles ou alguma outra Eu diria que isto está uma merda... Você não pode impedir ninguém de tocar as músicas de outros mas as pessoas não fazem cover das musicas do Cure porque elas nunca ficam legal como esta. Você já ouviu uma musica do Cure num elevador ?   

Simon: Sim “A Forest” .

Robert Smith: “A Forest”  tocada pela Rock’n Roll Orchestra ficou horrível.


sábado, 8 de janeiro de 2011

1989 - The Cure - Entrevista para TIB 1989 A Hora Sagrada parte 7

A Hora Sagrada – Parte 7

Robert Smith: Estava diferente? Aquela foi uma versão de “Do The Hansa” gravada com Michael e Lol com versão original nós costumávamos mudar, nós usamos os quatro, não usamos nós achamos que Matthew , Simon , Eu e Lol mudamos a original para se ancaixar no que estávamos fazendo na época em que foi gravada, quero dizer teria sido muito simples ser re-regravada.

TIB: É a versão original ?
Robert Smith: É e também “Pillbox Tales” . É a original mas acho que regravei a voz de “Pillbox Tales”  é Eu fiz, e regravei a voz de “Boys Don’t Cry”  Eu não me dei o trabalho em escrever isto porque acho que ficou parecido quando Eu era jovem mas era terrível com a voz nela , a voz original ( Robert está se parodiando – nota ) “tatatatatata” ....

TIB: “Foxy Lady”  com Michael cantando ?
Robert Smith: É infelizmente. É a minha musica do Cure menos favorita , bem não é uma música do Cure

TIB: Você falou uma vez sobre uma fita na qual você gravou músicas em que finalmente você definiu como estúpidas e prefeitas para singles. Você ainda tem esta fita?
Robert Smith: Muitas idéias são usadas atualmente para várias coisas como “Why Can’t I Be You?”  é uma delas mas não ficou uma boa música pra mim. Nós fazemos um monte, monte de coisas mas Eu imagino que as pessoas que pelo motivo de vedermos muitos discos nós não fazemos coisas estúpidas porque outros grupos não...você não consegue imaginar o Simple Minds tocando na casa de um deles apenas por diversão mas nós sim. Afinal de contas é por isto que estamos num grupo. É para se divertir...

TIB: Como você decide qual música será um single ? Você seria capaz de lançar uma música como “The Same Deep Water as You” um single ?
Robert Smith: Sim. No álbum Disintegration, todas as músicas poderiam ser singles. Quero dizer , temos o poder de veto, podemos dizer: “Disintegration”  tem que ser um  single e então ter que lançar. Mas então seria uma estupidez porque ninguém em qualquer gravadora acharia que seria um bom single e então eles não se encomodariam em avisar isto, eles ligariam se iria tocar no rádio , não que eles fariam de qualquer jeito, mas eles não fariam nenhuma das coisas para promover a música e dar uma chance de ela ser ouvida. Então o que nós fazemos, temos tanto orgulho do que está no disco que apenas deixamos eles escolherem um single: vocês podem ter qualquer single que quiserem. Originalmente Eu estava insistindo em “Fascination Street” como o single. Eu estava errado. Eu realmente não sei a menos que esteja óbvio o que um single deva ser. Seria muito legal lançar “The Same Deep Water as You” como o primeiro single de um album como Disintegration mas não seria tocada nunca em nenhum lugar, então do que adianta? um álbum como Disintegration é muito mais importante do que os singles de qualquer jeito. Singles são apenas coisas promocionais. Eu sempre achei que “Lullaby” no vídeo “Lullaby”   deveria apenas ter o nosso nome mencionado. Não é realmente tão importante... é um bom vídeo, é engraçado e o vídeo de “Fascination Street”  está certo mas eles não são as melhores coisas que já fizemos, Eu não acho. Às vezes nós fazemos singles e eles são as melhores coisas que fazemos como”In Between Days” . Eu achei que foi o single perfeito e “Just Like Heaven” também mas às vezes eles captam o lado bonzinho do Cure assim como acendem o lado pop e o pior single... Eu realmente não gosto de “Lullaby” 



quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

1989 - The Cure - Entrevista para TIB 1989 A Hora Sagrada parte 6

A Hora Sagrada – Parte 6

TIB: Os Fans ainda estão esperando por “ Ariel “ que você tocou uma vez no sessão do “ Kid Jensen “  em 1982. O que aconteceu com a música ? Você vai lança-la ?
Robert Smith: Não, é uma das canções que fiz para o disco solo. Ela não será lançada. Está consignada ao esquecimento. Nós nunca lançamos porque ela nunca teve o som certo pra mim, ela nunca se encaixou em nenhum álbúm, ela nunca realmente funcionou porque ela foi concebida originalmente com outras três canções chamadas “ The Four of us” e era uma delas. Infelizmente há um grupo chamado “ The Four of us”  agora, bastardos !!!
“ Lament “  foi uma das canções que fizemos como um single e a outra se chamou, oh Deus, e a outra se chamou “ Despair”  é isto mesmo, a canção mais depressiva que Eu já ouvi. Era como uma música do Nick Drake.

TIB: Em 85 na versão 12” de “ Close to Me “  você adicionou “ New Day “ uma música de 84 . Você tem muito material não lançado como este adormecido no estúdio ?
Robert Smith: Não muitas , mas um pouco... provavelmente seis ou sete músicas.

Simon: Eu estava pensando em uma fita ... quando nós fizemos a primeira “ Primary “ ....
Robert Smith: E nós fizemos “ DANDANDANDANDA”  aquela uma ! ( Robert está cantando – nota ) Não muitas , mas um pouco... provavelmente seis ou sete músicas.

Simon: Música Indiana .

Robert Smith: ... A razão pela qual nunca usei é porque não gostamos delas então seria uma estupidez... faz parte do contrato que assinamos com a Fiction e Polydor dois anos atrás em que não podemos lançar nenhum material que gravamos sem a permissão deles... a não ser que nós decidirmos fazer outro Curiosity álbum , elas não serão lançadas. A maioria é realmente uma merda de qualquer jeito, basicamente.Só porque gravamos as músicas não quer dizer que são boas. Às vezes gravamos o mais pavoroso lixo. Não sempre , mas às vezes ... sobre ( ele está cantando – nota ) “ O que você acha” !!!

Simon: oh é… “ Kelly Mary”

Robert Smith: Aquilo ficou bom !!!

Simon: ficou ? 

Robert Smith: É, este é um daqueles títulos que ficaram bons. Isto provavelmente será lançado como um foda de Bootleg “Cure love disco again”...  

TIB: Em 86 ”Do The Hansa” foi o lado B da versão 12” de “Boys Don’t Cry” mas esta versão era um pouco diferente da original que você costumava tocar nos shows “The disco music, disco music” desapareceu, há alguma relação com o sucesso que você teve naquela período?


1989 - The Cure - Entrevista para TIB 1989 A Hora Sagrada parte 5

A Hora Sagrada – Parte 5

Robert Smith: Ainda é , excitante, uma das melhores coisas no mundo , mas...
Simon: A cerveja durante ....
Robert Smith: É realmente uma coisa mental tanto quanto física. A turnê te transforma num monstro. Realmente transforma, não importa o quanto você lute contra isto. Quero dizer, nesta turnê nós estamos na décima primeira semana e acho que estamos  muito bem, mas está começando a perder o controle e as pessoas estão começando a mudar, tem muito mais pela frente ... todo mundo está um pouco sensível ... agora está tendo mais discussões do havia no começo da turnê e é isto o que acontece durante um longo período, quero dizer em termos práticos, de qualquer jeito o que podemos fazer , nós estamos indo para América em agosto e nós estamos agendados para tocar no Giant Stadium em N.Y. e no Dodger Stadium em L.A. e se nós pensarmos bem que voltaremos na América daqui a dois anos o que faríamos ? Nós tocaríamos somente em lugares menores ou nos mesmos lugares ou duas vezes nos mesmos lugares ou três vezes nos mesmos lugares e ai não tem mais a emoção o tesão nesta projeção e tudo isto tem a gente antes , você está indo pro declínio ou pro topo; e Eu não quero que o grupo pare no declínio, Eu gostaria de parar antes ... no momento Eu acho que no show de ontem a noite ( 8 de julho – nota ) foi um dos melhores shows que já tivemos  e ainda estamos melhorando e Eu odiaria voltar daqui a 18 meses e parecermos um merdas...   Você acabaria como um estúpido em continuar fazendo a mesma coisa ano após ano...

TIB: Mas você acha que tocar para uma platéia é mais interessante do que fazer discos ?
Robert Smith: Não , não mais interessante, é mais excitante mas gravar discos me supre mais do que preciso de qualquer jeito. Você não acha ?
Simon: É acho sim. No palco você recebe uma gratificação imediata, o que te dá um barato mas gravar discos , eles são prêmios mais duradouros. É mais realizador.

TIB: Robert você está parecendo se concentrar mais em cantar do que na sua guitarra. Você se acha mais um cantor do que guitarrista agora ?
Robert Smith: Se Eu me sinto menos um guitarrista do que cantor ? Acho que é uma combinação de coisas que me levaram a tocar menos guitarra. Uma é que Eu estava cansado de estar no microfone todo o tempo junto com a guitarra mas nas novas músicas toco bastante um baixo de 6 cordas e prefiro do que a guitarra . Eu nunca realmente gostei de tocar guitarra assim e hoje a noite prefiro tocar guitarra do que cantar porque minha garganta está me matando, mas  tenho tentado melhorar minha forma de cantar nestes últimos 5 anos e não tenho me importado em praticar uma vez se quer nestes últimos cinco anos. Então Eu devo me ver muito mais como um cantor. Eu não poderia ser um cantor ( risadas ) se tivesse praticado...


sábado, 18 de dezembro de 2010

1989 - The Cure - Entrevista para TIB 1989 A Hora Sagrada parte 4

A Hora Sagrada – Parte 4

Robert Smith: Você escreveu esta ? Foi o Roger...Então, não poderia ser um álbum solo e se Eu fizesse tudo sozinho não seria nada igual ao The Cure tirando a minha voz.
O The Top poderia ser um álbum solo mas não é o verdadeiro jeito que trabalhamos no estúdio , quero dizer, ainda posso ser um ditador e ter a palavra final em , suponho, quando se chegar a um impasse, mas o jeito que trabalhamos hoje no estúdio é de uma forma bem democrática. Todos contribuem de alguma forma nos seus instrumentos e como pessoas também. Se o Simon está tocando baixo, Eu digo “ tente deste jeito “  e se estou tocando guitarra ou cantando, Simon poderá dizer “ tente deste jeito “ . Existe uma comunicação entre todos e isto é muito mais que um grupo, do que as pessoas imaginam e é frustrante porque Eu seguro a bronca porque é Robert Smith e The Cure e Eu pego outros fans me vendo como não o Robert Smith do The Cure.

TIB: E você acha que será lançado algum dia ? Seu álbum solo ?
Robert Smith: Provavelmente , Eu suponho, mas não sei quando.Isto realmente não é importante. Eu já fiz mesmo e convidei os outros para tocar nele ( risadas ).


TIB: Você acha que seria a assinatura de morte do The Cure?
Robert Smith: Provavelmente é por isto que não estou entusiasmado em lançar o disco.


Simon ( para TIB ): Porque você quis dizer que seria a assinatura de morte do The Cure ?

TIB: Porque acho que seria o último.
Simon: Se Robert fizesse uma LP solo ?

Robert Smith: Eu não sei , pois o motivo que estas músicas foram sendo feitas por mim é que elas são tão básicas , tão simples que não seria suficiente para as pessoas tocarem , tem somente bateria em 2 das 10 músicas , que seria estupidez. Poderia ser um álbum do Cure mas Eu acho que não seria certo. Então Eu fiz do meu jeito. Seria como... quero dizer “ Ariel “  é uma das músicas que estão nele e nós fizemos com The Cure anos atrás e tem mais algumas músicas que gravamos demos como músicas do Cure durantes estes anos e elas não foram usadas e Eu realmente gosto delas mas não funcionam como músicas do Cure . Então elas realmente estão diferentes. Não acho que seja verdade ( que seria o fim da banda ). Quero dizer o Boris acabou de tocar no álbum solo do McCullogh e ele contribuiu bastante no disco. Paralelamente ao Grupo... quero dizer , Eu acho que seria inocência pensar que você não poderia fazer nada paralelo ao grupo. Provavelmente Eu avalio isto pra mim diferente do que para os outros. Quando fui tocar com o Banshees, isto não preocupou ninguém. Eu realmente acho que não foi aquilo tudo. Eu não acho que poderia lançar um álbum solo enquanto a banda ainda estivesse tocando, acho que pareceria que de alguma forma a banda estaria me limitando o que não está em nada. De fato o grupo vem de encontro com tudo o que faço e é por isto que me divirto em ser da banda. De qualquer jeito, como disse , vou refazer as músicas para o Boris poder tocar ...

TIB: Você disse que esta seria a última turnê. Qual é o motivo disto , quando você diz que gosta de estar nos palcos.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

1989 - The Cure - Entrevista para TIB 1989 A Hora Sagrada parte 3

A Hora Sagrada – Parte 3

TIB: Você acha que em algumas vezes há equívocos entre o grupo e seu público?
Robert Smith: Umm, acho que é um mal mal-entendimento sobre o que sou pessoalmente, porque muitas pessoas vem até nós e acham que nos conhecem e começam a dizer as coisas estranhas sobre estar numa banda , pra mim pessoas que chegam e acham que sabem como sou e sabem meu nome e Eu nunca as encontrei antes e é como era na escola , um cara do nada chegava e dizia : “ Ah! Você é o Robert Smith... “  ou eles queriam ser seu amigo por que alguém disse o seu nome . Eu quero dizer, posso ir em algum lugar e um completo estranho chegar : Ah! Robert Smith eu te conheço ! “  e Eu penso você não me conhece. Você é incapaz de escapar disto porque nós chegamos num ponto onde as pessoas sabem sobre você e representamos ( retratamos ) um certo estilo. O equívoco realmente é , acho que às vezes se você está distante ou chapado ou qualquer coisa assim e Eu começo gritar e rir alto, as pessoas pensam “ Porque ele está fazendo aquilo ? “ Na maioria das vezes acho que as pessoas gostam que somos parecidos com elas. Nós realmente somos normais. Mas estamos numa situação anormal.

TIB: Suas músicas estão se tornando poeticamente cada vez mais claras. “ Lovesong”  é obviamente o melhor exemplo de uma música em “ primeira pessoa “  . Há alguma razão ou explicação para esta evolução ?
Robert Smith: Eu considero que me sinto mais confiante em cantar abertamente sobre coisas que antes costuma esconder e além do mais, acho que é o tipo de canção mais difícil de ser escrita, o tipo mais difícil de ser cantada é uma canção como “ Lovesong “ , porque ela não foi feita como se você realmente de fato não a sentisse ou se não fosse feita completamente sincera soaria simplesmente estúpida, isto parece inventado, mas Eu realmente queira escrever uma canção de amor é por isto que se chama “lovesong” e pensei que seria melhor do que símbolos ou coisas, Eu escrevo canções como se estivesse falando com alguém. Se Eu fosse cantar coisas como “ Você está tão longe “  automaticamente soaria estúpido, as pessoas pensariam que canção horrível e  Eu acho que o único jeito de interpretar uma música destas é cantar do coração e se você sentir que não pode escrever uma música como esta então você não deve, quero dizer, tem um monte de gente que escreve canções pop e são o pior , deste tipo de música, aquelas que tem a palavra “loving “  e soam como “ loooove” ...... me deixam doente, mas é por que poucas de nossas músicas são tão diretas assim, Eu raramente me sinto estranho o suficiente para escrever diretamente sobre alguma coisa; quero dizer , uma música como “ Give me it “  é bem direta e é o oposto, é puro ódio e “ Shiver and Shake “ era também puro ódio mas a maioria das músicas está entre os dois ( ódio e amor ).

TIB: A sobrecapa de “ Disintegration”  e algumas músicas como “Homesick “  nos remete a um álbum solo, este é o tipo músicas que podem ser lançadas em um álbum do Robert Smith ?
Robert Smith: Não poderia. Eu não escrevi “ Homesick “  e também não fiz a música. É um outro mal-entendido. Quero dizer, por minha culpa. Porl e Andy fizeram a capa e eles sugeriram  me colocar na capa como se eu estivesse afogando e Eu concordei com aquilo na época e todo mundo disse que estava tudo bem eu ir em frente com a capa mas isto causou problemas com o grupo e com papelada . Estou sendo empurrado cada vez mais e mais a frente do grupo  e na verdade acho que não estou .Eu não estou mais a frente do grupo do que Eu já estive antes. Há mais coisas sendo escritas sobre nós, há mais fotos minhas. Não poderia nunca ser um álbum solo. Das 12 músicas do CD, acho que escrevi musicalmente somente 6 ....... “Untitled” ... ( para Simon ).

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

1989 - The Cure - Entrevista para TIB 1989 A Hora Sagrada parte 2

A Hora Sagrada – Parte 2

TIB: Agora você está com 30. Você se sente velho ?
Robert Smith: Hoje Eu me sinto ! estou com 130 anos.

TIB: Como você se vê daqui há 30 anos ? Você ainda tem medo de envelheceRobert Smith: Sei lá, acho que quanto mais velho fico, mais conformado com o
 fato de estar envelhecendo. É como um paradoxo, Eu acho que quanto mais jovem você é, mais preocupado fica sobre envelhecer  e no meu caso é verdade. Eu não sei o que estarei fazendo daqui há 10 anos. Acho que um dia vou acordar e simplesmente estarei diferente.  
Vou me olhar no espelho e cair na risada...Eu não sei... Eu só espero que seja capar de subir escadas daqui a 10 anos e espero que seja capaz de curtir coisas daqui a 10 anos como faço hoje.A única coisa que realmente me chateia sobre envelhecer é a combinação de, não é o medo de morrer, mas sim a incapacidade de curtir a vida enquanto você envelhece, a restrição do coisas que você pode fazer, quero dizer me frusta fisicamente não conseguir fazer coisas agora , que eu fazia há 10 anos atrás, bebo pra caramba , não me exercito o quanto deveria... Simon quer ter 35.

Simon Gallup: A idade prefeita...

Robert Smith: O que fará então quando tiver 36 ?

Simon Gallup: Ficar realmente deprimido. Você nem conseguirá se exercitar no palco ?

Robert Smith: É mas consigo isto pelas garrafas de vinho. Não vou exercitar meu fígado.

TIB: Em “ Last Dance “ você fala sobre amor e os sentimento de quando era mais jovem, em particular esta frase “ mesmo que nós bebêssemos acho que não nos beijaríamos do jeito que beijamos , quando a mulher era apenas uma garota “.
Robert Smith: Umm !!

TIB: Você acha que seu publico que é cada vez mais jovem desde 1985, irá entender ?
Robert Smith: Não mas as letras de “last Dance “ expressam um sentimento que tinha sobre uma coisa em particular com uma pessoa em particular  e não estou preocupado se faz sentido para uma pessoa mais jovem do que Eu. Provavelmente não irão entender , não, porque, quero dizer as pessoas em nossos shows tem 16 ou 15 , não saberão do que estou falando, mas há também pessoas em nossos shows que tem 40, você sabe que conhecemos pessoas que vem nos vendo tocar desde 1979.As pessoas ainda vem em nossos shows e se lembram da turnê de Seventeen Seconds e eles são mais velhos do que nós, nosso público não esta ficando mais jovem, o publico permanece numa idade constante. Somos apenas nós que envelhecemos. Acho que é querer proteger demais o publico achar que não vão entender um livro porque lêem quando se tem 15 anos. Você pode entender o conteúdo dele. Quero dizer , você tem que ter menos de 15 anos para não ter medo de envelhecer, eu acho que antes dos 15 anos você provavelmente nunca pensará que você pode ficar velho , quando você chega aos 15 ou 16 anos, você começa...pela lei você se torna adulto e você começa ser capaz de fazer coisas que se tem responsabilidades e de repente você percebe que está se tornando adulto.Eu acho que a maioria das pessoas entendem sobre o que Eu canto. , quero dizer, obviamente existem algumas músicas que não farão sentido pra ninguém pois são muito pessoais.


sábado, 6 de novembro de 2010

1989 - The Cure - Entrevista para TIB 1989 A Hora Sagrada

Eu imprimi esta entrevista de Robert e Simon para TIB em 2002 do site oficial em uma impressora tosca.
Acho que todos já viram, mas realmente não sei ainda está disponível. De qualquer jeito vou postar e traduzi-la.

                                                      Tradução Parte 1 de 9

                                                                       TIB 1989 


A Hora Sagrada - Parte 1

Na angustiante atmosfera da Prayer Tour , Bercy oferece um inesperado oásis de contemplação. As primeiras notas de “ The Holy Hour” durante o soundcheck, anuncia uma inesquecível noite. A visão é mais do que mágica. Robert e Simon, perfeitamente relaxados estão falando para TIB pela primeira vez...
Souvenirs...

A música “ Disintegration “ é bem próxima a “ 100 Years “pelas letras e pelo seu jeito de cantar. Você realmente enxerga a vida como descreve na música ou é uma forma de se expressar em que você recusa responsabilidades ? O que realmente você quer dizer na música ?

Robert Smith: Eu acho que musicalmente são similares mas nas letras não são, porque em “ 100 Years “ é meio que realmente desistindo de tudo, se entregando , simplesmente significa a primeira frase “ Não importa se todos morrermos “. Mas para “Disintegration” isto é meio que perder as esperanças, livrando-se de alguém, esta música é meio que num modo estranho, mais esperançosa do que “100 Years” porque em “100 Years “ fala sobre se chatear com tudo e em “Disintegration” é sobre os horrores de um relacionamento, então são diferentes, musicalmente suponho que tenham a mesma levada de baixo e bateria.
( para Simon ) Elas são tão similares ?

Simon Gallup: Eu acho, é...
Robert Smith: O som é mais para “100 Years” do que para “Lovecats”. Eu entendo que elas tem o mesmo estilo e quero dizer “Lovesong” soa como “Catch” certamente são similares entre várias músicas.Mas não acho que seja uma coisa ruim. No tempo em que escrevemos Disintegration , que foi em abril passado, o dia seguinte após Eu fazer 29 anos, percebi que no próximo seria 30 e isto era sobre o que estava fazendo realmente, como me sentia , mas não sou isto o tempo todo. Isto é a dificuldade de escrever canções, pois um bando de pessoas depressivas acha que você é assim o tempo todo mas não sou. Eu geralmente escrevo quando estou deprimido.


terça-feira, 2 de novembro de 2010

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

2010 - Andy Rourke - Ex-Smiths bassist gets his groove on

The accidental DJ
Ex-Smiths bassist Andy Rourke gets his groove on

PEOPLE uproot for many reasons: A new love, a new life, a new beginning ...
For bassist  Andy Rourke, uprooting from his home in Manchester to fly across
the Atlantic and relocate in New York City last year was the best thing that he
could do. 



"One of the reasons I moved to New York was to work with different musicians and 
get rid of my frustrations with Manchester," he said over the phone from his
 New York home. "Back there, I'd run out of people to play music with and 
I found myself sitting on the sofa watching daytime TV. So I thought I'd better 
get the hell out and give myself a kick up the a***."

These days, Rourke plies his trade as a party DJ - he will be in town for a 
one-night set at Home Club on Friday. 

"I'm a bit of an old-timer - I'll play classic stuff, Rolling Stones, Beatles, 
Pixies, Breeders, maybe a couple of Smiths songs, New Young Pony Club ... 
whatever kind of grabs my attention really," he said. 

"I just kind of pitch songs I think will be appropriate. You have to read the
 audience, you know, and I kind of adjust it from there. Maybe I'll play
Devo or Talking Heads, maybeI won't. If a song fills the dance floor, 
then I'll play songs to keep the dance floor full. I like that challenge." 

If you think "DJ" is a far cry from his original job description, he
 will be the first to tell you that it is. 

"I wouldn't even call myself a DJ. I'm still a musician. (DJ-ing) was 
something that happened by accident. A friend invited me to 
DJ at his club one night, and people enjoyed it and it kind
 of took off from there," he said. 

"I would never have the audacity to call myself a DJ. It's just 
having fun, you know? I don't want people to think that I've
 hung up my bass. I don't like it when people say, 'Oh, now 
you're a DJ.' I prefer to play the bass, yeah."

Rourke, of course, is better known as the bassist for seminal Brit band The Smiths. 
He was at the centre of a controversy when he was briefly sacked from the band 
for drug use. (He has claimed that singer Morrissey wrote his dismissal on a
 postcard and stuck it on  his car, though Morrissey has repeatedly denied this.) 
Still, insisted Rourke, he's proud of his time in The Smiths. 

"I think we had something really special. I look back with very fond memories.
 When people interview me, they try to fish for me to say something nasty about 
The Smiths. But I had a good time all the time."

Yes, even the Spinal Tap moments. "I remember the first time we played a 
gig in New York, it was New Year's Eve, and Morrissey fell off the stage. He had 
to be picked up, and I think  he actually cried.(Laughs) His glasses were a little 
bit bent out of shape, but he was okay."

After The Smiths broke up, he continued playing bass for several performers - 
Sinead O'Connor, Killing Joke, The Pretenders ("Chrissie Hynde can be scary!
She's a great songwriter, but she's a real sergeant-major. She's quite intense, 
but it was a real pleasure to work with her.") and even Morrissey. 

While he's "been around the block" when it comes to working with musicians,
Rourke said he's perfectly happy being who he is now. 

"I'm loving my life. I have a band called Jet Lag; I have a radio show also called 
Jet Lag; I have collaborations with Junior Sanchez and he's got a band called 
Team Facelift and I'm helping out; I also produced a band called The Bowery Riots;
and I did a remix for The Tokyo Police Club. I'm pretty busy. A lot more busy than in 
Manchester. Which was the whole point. I don't even own a TV any more! 

"I'll continue till they put me into the ground. I don't think you can retire from 
playing music. This is my love, this is my passion."

Andy Rourke performs at Home Club, Oct 22 at 10.30pm. 
Tickets: $18 before 11.30pm, $15 after (includes one standard drink).